Porto Vintage J.M.F. & Van Zeller
Generoso
2003
Porto
Preços
Sócio
41,80 Gfa
41,80 Cx
Não Sócio
44,00 Gfa
44,00 Cx
Vendido em cx de 1 gfa x (0,75l)
  • Notas de prova

Cor vermelho-violeta carregado quase opaco. Intenso no nariz revelando frutos pretos maduros e especiarias. Bem estruturado na boca com os taninos bem casados no conjunto. Final longo e delicioso.

Temperatura de Serviço: 

18ºC

Teor alcoólico: 

20.00%vol

Longevidade: 

Mais de 20 anos (mantém boas notas de prova durante 1-2 dias após abertura da garrafa)

Harmonizações: 

  • Chocolate |
  • Frutos secos |
  • Queijos Fortes

Situações de consumo: 

Entradas
Sobremesas
Vinificação: 
Vindima manual. Pisa em lagares de granito onde também se dá a fermentação. Estágio em barricas velhas durante cerca de 24 meses.
  • Castas
  • Região
  • Enólogo
  • Produtor

Aragonez

Tinta Barroca

Touriga Franca

Touriga Nacional

Porto

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O "Vinho do Porto" distingue-se dos vinhos comuns pelas suas características particulares: uma enorme diversidade de tipos em que surpreende uma riqueza e intensidade de aromas incomparáveis e uma persistência muito elevada, quer de aromas, quer de sabor, para além de um teor alcoólico elevado (geralmente entre os 19 e os 22% vol.), numa vasta gama de "doçuras" e grande diversidade de cores.

José Maria da Fonseca Vinhos

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Fundada em 1834 por José Maria da Fonseca, é a mais antiga empresa portuguesa produtora de vinhos de mesa e Moscatel de Setúbal. A família Soares Franco, proprietária da empresa desde há mais de 170 anos, tem assumido um papel determinante no sector vinícola nacional.

José Maria da Fonseca nasce na região do Dão, em Nelas, a 31 de Maio de 1804. Depois de se formar bacharel em matemática na Universidade de Coimbra, estabelece-se em Vila Nogueira de Azeitão onde funda a empresa com o seu nome em 1834. Até ao seu falecimento (1884), José Maria da Fonseca, com a formação intelectual e espírito inovador, introduziu na indústria do vinho aspectos tão essenciais como a utilização do arado ou a comercialização do vinho em garrafas. Outro aspecto pioneiro foi a criação de marcas, Moscatel de Setúbal (1849), Periquita (1850) e Palmela Superior (1866) demonstrando um cuidado especial na apresentação do vinho.Para além do aumento das vendas e expansão das exportações, o reconhecimento da modernidade, asseio e eficiência "das instalações vinárias do senhor Fonseca" foram largamente comentados e elogiados. Como resultado em 1857 o rei D. Pedro V conferiu-lhe a Ordem da Torre e Espada de Valor, Lealdade e Mérito.

O Brasil cedo se tornou o principal destino dos vinhos da José Maria da Fonseca, tendo chegado mesmo a ter uma delegação no Rio de Janeiro. Este aumento da procura levou à necessidade de compra de vinhas, não só na região de Azeitão (Quinta de Camarate), como noutras regiões (Vinhas Viúva Gomes em Colares). No final dos anos 20, a recessão económica mundial e o período de instabilidade vivido no Brasil levam à venda de algum do património da empresa (como foi o caso das Vinhas Viúva Gomes, na região de Colares).

A recuperação económica e comercial da empresa chega marcada pelo génio de um grande enólogo – António Porto Soares Franco – diplomado em Montpellier e criador dos roses Faísca (1937) e Lancers (1944). O Faísca era um sucesso no mercado interno e as vendas de Lancers nos EUA não paravam de crescer (no final dos anos 60, vendiam-se nos EUA um milhão de caixas de Lancers).
Em 1945 é introduzido o primeiro vinho branco de grande sucesso no mercado nacional, Branco Seco Especial (BSE) e em 1959, é lançada a marca Terras Altas com vinhos do Dão. Os vinhos "Pasmados", inicialmente conhecidos como Branco Velho e Tinto Velho, adquirem a sua identidade própria também em 1959.

Neste período é criada uma empresa de distribuição de vinhos - a Sileno - e é feita uma joint-venture com a americana Heublein para a produção do Lancers - sendo criada a J. M. da Fonseca Internacional Vinhos. No início dos anos 80, com os resultados da venda à Heublein da sua parte na J. M. da Fonseca Internacional Vinhos, são feitos novos investimentos: aquisição de vinha (Casa Agrícola José de Sousa Rosado Fernandes, em Reguengos e da Vinha Grande de Algeruz, em Setúbal) e modernização de todo o processo de vinificação, estágio e envelhecimento dos vinhos.

É também neste período que a sexta geração da família, representada por António Soares Franco, presidente da companhia, e o seu irmão Domingos Soares Franco, vice-presidente e responsável pela enologia assume o comando da JMF. Em 1996, a empresa volta a adquirir à IDV (antes Heublein) a marca Lancers e as instalações da J.M. Fonseca Internacional Vinhos.

Outro grande investimento foi a construção de um dos mais modernos centros de vinificação da Europa que, com uma capacidade para vinificar 6,5 milhões de litros de vinho, dá resposta às crescentes exigências de um mercado cada vez mais competitivo. Paralelamente a José Maria da Fonseca foi a primeira empresa de vinhos de mesa portuguesa a obter a exigente Certificação da Qualidade ISO 9002.

Entre 1997 e 1999 são lançadas as marcas Periquita Clássico, Primum, Colecção Privada DSF e Trilogia. Dá-se também a compra da Quinta das Faias e inicia-se a construção do Centro de Vinificação Fernando Soares Franco (inaugurado em 2001). Em 2000 é criada a José Maria da Fonseca & van Zeller S.A. e adquirida no Douro a propriedade Vale da Mina e em 2001 dá-se o relançamento da marca Vinya e o lançamento das marcas Septimus e Fernando Soares Franco Garrafeira. As marcas Domini, Domini Plus e Porto Vintage são lançadas em 2002.